sexta-feira, 20 de abril de 2012

Evolução dos Anfíbios

Os primeiros antepassados dos anfíbios surgiram há cerca de 370 milhões de anos. Acredita-se que, nessa época, chuvas abundantes eram seguidas de secas prolongadas. Assim, pequenas lagoas se formavam e depois secavam. Nessas condições, alguns peixes que respiravam fora da água conseguiram sobreviver. Com nadadeiras musculosas, eles se arrastavam de um lago seco para outro com água.
Ao longo da evolução, esses animais teriam originado os primeiros anfíbios. Das nadadeiras musculosas teriam surgido, ao longo de milhares de anos, as quatro patas dos anfíbios, com seus cinco dedos. 


 

ANFÍBIOS: O Inicio da Conquista do Meio Terrestre


Há 400 milhões de anos, os peixes dominavam as águas, e a competição por alimento era intensa. Ao longo do tempo, porém, a evolução originou vertebrados capazes de viver fora da água. Esses animais encontravam no ambiente terrestre muita comida (plantas e invertebrados) e praticamente nenhum predador capaz de atacá-los.

Os descendentes desses primeiros vertebrados capazes de viver em terra são os anfíbios, representados por sapos, rãs e pererecas (em geral, terrestre), salamandras (terrestres ou de água doce) e cecílias ou cobras-cegas (encontradas em solos úmidos), essa ocupação do ambiente terrestre aconteceu, principalmente, por apresentarem pulmões e dois pares de patas (daí o nome do grupo: anfi = duplo; bio = vida), sobretudo em relação à reprodução, com uma larva aquática, chamada de girino no caso dos sapos e das rãs. 




 

Transição para o meio terrestre

Uma série de mudanças estruturais e fisiológicas no organismo dos anfíbios permitiu que eles realizassem essa transição

Os anfíbios atuais herdaram as pernas dos primeiros anfíbios que começaram a viver na terra. Por isso mesmo os anfíbios que passam boa parte do tempo na água possuem ‘pernas’. Nesse caso, porém, entre os dedos de suas pernas traseiras existe uma membrana que facilita a natação.

 O desenvolvimento e a adaptação dos pulmões - para respirar o ar;

 Adaptações na epiderme - para permitir a exposição ao ar ;

 E o desenvolvimento da coluna vertebral e da musculatura - para permitir a sustentação do corpo fora do ambiente aquático.

Caracteríticas Gerais

Características gerais Os anfíbios adultos apresentam uma epiderme muito fina, sem escamas, rica em vasos sanguíneos e com glândulas mucosas que mantêm a pele sempre lubrificada.

Essas características permitem a realização da respiração cutânea, ou seja, a troca de gases realizada através da superfície da pele.
A maioria dos anfíbios possui glândulas produtoras de secreções venenosas na epiderme. O veneno é liberado quando o animal é ameaçado por algum predador, representando uma forma de defesa contra a predação.

Os anfíbios são animais ectotérmicos, ou seja, que dependem de uma fonte de calor externa para manter a temperatura de seus corpos. A respiração dos anfíbios pode ser branquial, cutânea ou pulmonar. Também pode ocorrer a combinação de mais de um tipo de respiração em um mesmo espécime.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Circulação sanguínea


Os peixes têm um coração que bombeia apenas sangue venoso (sangue rico em gás carbônico). Já o coração dos anfíbios bombeia dois tipos de sangue: sangue venoso para o pulmão e sangue arterial (rico em oxigênio) para o corpo. 

O coração dos anfíbios possui três cavidades: dois átrios e um ventrículo. O sangue venoso, que vem do corpo, chega ao átrio direito e passa para o ventrículo. Do ventrículo é bombeado para os pulmões e para a pele. Nesses locais, o sangue recebe oxigênio e se transforma em sangue arterial. O sangue arterial chega ao átrio esquerdo, passa para o ventrículo e daí é impulsionado para todo o corpo.
Nutrição e temperatura do corpo


Os anfíbios são carnívoros. Alimentam-se de caracóis, lesmas, minhocas, insetos e outros invertebrados. Alguns sapos são capazes de capturar e comer até camundongos. 
Os sapos capturam a presa lançando para fora da boca à língua musculosa, longa e pegajosa, que é presa ao assoalho da boca pela extremidade anterior. 
O alimento é digerido e absorvido no tubo digestório. A parte final do intestino abre-se na cloaca. Pela abertura da cloaca para o exterior são eliminados os restos. Assim como os peixes, os anfíbios são pecilotérmicos: a temperatura do seu corpo varia de acordo com a temperatura do ambiente. 
Os órgãos dos sentidos
O sistema nervoso dos anfíbios é semelhante ao dos outros vertebrados e recebe mensagens dos órgãos dos sentidos: olhos, ouvidos (orelhas), estruturas olfativas (nas narinas), gustativas (na boca) e táteis (na pele).
Reprodução


Os anfíbios possuem sexos separados. Na maioria das espécies o acasalamento acontece dentro da água e a fecundação é externa.

Em várias espécies, os machos atraem as fêmeas coaxando. Uma vez reunidos, o macho abraça a fêmea e ambos eliminam os gametas na água (ou em locais bastante úmidos), o que impede a desidratação dos gametas, da célula-ovo e do embrião resultante. A maioria dos anfíbios, portanto, depende de água para a reprodução. 
Alguns dias depois da fecundação, a célula-ovo origina uma larva, o girino, adaptada à vida aquática. O girino nada com o auxílio da cauda e respira por meio de brânquias. A larva passa então por uma série de transformações (metamorfose) até originar um filhote semelhante ao adulto. Após algumas semanas, surgem as pernas, primeiro as posteriores, depois as anteriores, e a cauda regride. As brânquias são substituídas por pulmões.


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